sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Chá nosso de cada dia...

Por Juliana Freitas

Posicionado em segundo lugar no ranking dos líquidos mais consumidos no mundo, o chá só perde para a água. Pesquisa realizada por um dos principais fabricantes da bebida no Brasil, a Dr. Oetker Brasil, aponta um crescimento de 30% no mercado brasileiro de chás seco, nos últimos cinco anos. Isso graças à versão em saquinho, introduzida por aqui no início da década. Aos poucos, o país do cafezinho se rende à cultura milenar oriental.

Em Palmas, a farmacêutica Keli Parus afirma que houve um aumento significativo na procura por chás, principalmente os considerados emagrecedores, que, segundo ela, atuam mais com efeito diurético que na queima de gordura. “Apesar de a pessoa perder peso, essa perda está mais relacionada à perda de líquido que de gordura”, explica Keli.

Mas um dado importante: chás mesmo são os derivados da planta Camellia Sinensis, que são os chás preto, verde, branco e oolong. O que não tiver esta origem não é chá, e, sim, infusão. As folhas da Camellia Sinensis são ricas em compostos fenólicos, substâncias capazes de debelar a ação dos radicais livres, moléculas nocivas acusadas de estar envolvidas em males que vão da aterosclerose ao câncer.

Infusões são todos os outros tipos de bebidas feitas a partir da imersão de folhas, flores e frutas em água quente. Algumas plantas, especialmente ervas, podem ser preparadas em forma de chá. Além de darem mais sabor à infusão, elas têm propriedades que podem auxiliar no tratamento de doenças. (Veja, abaixo, alguns tipos de infusões e seus benefícios).

As virtudes medicinais dos chás são de conhecimento milenar. É inegável o potencial de cura pelas ervas. Tomando chás, além da hidratação, podemos potencializar os benefícios com as propriedades específicas de cada planta e, ainda, ajudar o metabolismo no processo de desintoxicação por meio das catequinas, substâncias presente nos chás de ervas.

As principais características e os reais benefícios dos chás

Verde - também conhecido como Banchá, possui propriedades terapêuticas e cosméticas. É rico em flavonóides, substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce. Devido à ação dos flavonóides e das catequinas, que bloqueiam as alterações celulares as quais originam os tumores, atua na prevenção de câncer. Além de conter manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, também ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, já que os estudos associam o consumo diário desse chá a uma diminuição dos níveis sangüíneos de LDL, que é a fração ruim do colesterol, e à melhora das condições das artérias. Além de todos estes benefícios, o chá verde ainda é considerado termogênico, acelerador do metabolismo, favorecendo a perda de peso.

Preto - de acordo com pesquisa publicada no periódico científico American Journal of Epidemiology, o consumo de 23 xícaras de chá preto por mês contribui para diminuir em 72% o risco de Parkinson, doença neurodegenerativa que afeta os movimentos. A análise foi de 63.257 homens e mulheres chineses. Outro estudo publicado pela UCL (University College of London) afirma que a bebida atua na redução do cortisol, o hormônio da tensão, além de reduzir os males cardiovasculares com a proteína C-reativa.

Branco - produzido por meio das folhas jovens e brotos da planta, apresenta uma maior concentração de catequinas do que o chá verde. Também apresenta doses mais baixas de cafeína. A ingestão desse chá também pode ser benéfica para os ossos e auxiliar na redução de inflamações e dores. Mas ainda há muita cautela em torno dessas alegações, devido a estudos que ainda estão sendo realizados sobre a erva.

A História do Chá

De origem chinesa, o chá possui tantos atributos que pode ser considerado uma bebida completa. A história conta que o chá surgiu por volta de 2.800 A.C, criado na China pelo Imperador Shen Nung. A criação do chá se deu casualmente, quando o imperador, ao ferver água para beber, não percebeu que algumas folhas caíram na vasilha ocasionando um perfume delicioso assim como o sabor.

O chá envolve todo um ritual e origina-se nas folhas verdes da Camellia sinensis, árvore nativa da China.

Muito embora tenha surgido na China, foi o Japão o responsável pela divulgação do chá, tornando-se parte importante na educação japonesa à cerimônia do chá.

No século XVI o chá começou a ser importado para a Europa, através dos holandeses e dos portugueses. Os ingleses só introduziram o chá em suas vidas a partir do século XIX.

O link para esta materia publicada no O Girassol é :

http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?idnoticia=1815

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O lúdico faz bem!

Para incentivar a meninada, as opções de brinquedos vão muito além dos jogos eletrônicos.

Quem não se recorda com saudade dos tempos em que soltar pipa, brincar de rodas, de pega-pega e de saltar amarelinha fazia parte do dia-a-dia das crianças? As tradicionais brincadeiras e jogos lúdicos acabaram ficando nas lembranças dos pais de hoje. Mas e as crianças? Que falta faz o lúdico no seu dia-a-dia? De que maneira tantos brinquedos e jogos eletrônicos interferem no aprendizado e no processo de formação dos pequeninos?

Para o educador físico Leonardo Maximiano, as brincadeiras e atividades lúdicas são importantes por três aspectos. O primeiro deles é o fato de as atividades serem acompanhadas de movimento, o que, conseqüentemente, leva à melhoria da coordenação motora. O segundo aspecto é que, por estimularem o cérebro a funcionar de forma lúdica, as atividades permitem a percepção de um universo maior de informações, já que o cérebro também funciona de forma “lúdica”. O terceiro aspecto, de acordo com Leonardo, “é o fato de as atividades normalmente serem realizadas em grupos, o que trabalha a socialização, o caráter cooperativo e o senso de coletividade”, explica.

Uma outra vantagem das atividades lúdicas é estimular nas crianças a criatividade, a habilidade para solucionar problemas que possam surgir no seu dia-a-dia, além de desenvolver o equilíbrio e a concentração.

A psicopedagoga Eliane Araújo ressalta ainda a importância do lúdico ao aliar o conteúdo às brincadeiras. “As atividades lúdicas são de extrema importância no processo de aprendizagem. A criança tende a fixar melhor o que aprende através de uma experiência prazerosa, como uma brincadeira”, explica.

Para incentivar a meninada, as opções de brinquedos vão muito além dos jogos eletrônicos. No mercado, ainda há muitas opções de brinquedos e jogos que estimulam o raciocínio e a interação. A psicopedagoga sugere jogos como dominó, bingo, pipa, entre outros. “A escolha vai depender da idade e do objetivo da brincadeira”, comenta. E, para a desculpa não ser o preço, Eliane ainda sugere uma alternativa: criar o brinquedo junto com a criança. Segundo ela, essa prática vai estimular a criatividade, além de ser um momento de contato com os pais. De acordo com a psicopedagoga, existem muitas opções de brinquedos que podem ser feitos pelas crianças. “Por exemplo, o antigo vai-e-vem, que pode ser feito utilizando garrafas pet, ou ainda o cai-não-cai, que utiliza palitos de churrasco e bolas de gude”, sugere. (confira abaixo algumas dicas) Ambos profissionais lamentam que a falta de tempo dos pais - devido às atribuições diárias, somada aos atuais problemas sociais como a violência, por exemplo - têm feito com que as crianças fiquem presas em casa, sem espaço suficiente para brincar, limitadas ao computador e a jogos eletrônicos. Segundo a psicopedagoga, as novas tecnologias não extinguiram o lúdico, mas transformaram-no. Segundo ela, os jogos de computador também ensinam, mas a vivência, na prática, traz resultados muito melhores.

Tempo x comportamento A falta de tempo dos pais é um dos agravantes no comportamento e na formação das crianças. “A falta do diálogo e do contato com os filhos acaba gerando distúrbios pela carência afetiva. As crianças querem, de qualquer forma, chamar a atenção dos pais. E isso se manifesta em mau comportamento na escola e em casa”, lamenta a psicopedagoga.

Um conselho dado pela psicopedagoga é que os pais tenham momentos para dialogar e para ter contato com seus filhos, o que fortalece o vínculo entre eles. Eliane ressalta a importância de os pais aconselharem, ouvir e ensinar seus filhos. “Até mesmo questões básicas de educação, como, por exemplo, comer de boca fechada ou não falar de boca cheia, que as crianças deveriam aprender em casa, estão sendo transferidas para a escola”, lamenta Eliana.

A profissional ainda aconselha os pais a criarem o hábito de dedicar aos seus filhos, no mínimo, duas horas por semana para brincar, variando as atividades, para que seja um momento prazeroso para as duas partes. “Essas duas horas devem ser exclusivas para a criança. A família pode optar por atividades como soltar pipa, andar de bicicleta, jogar bola ou fazer qualquer outra atividade que escolherem”, explica.

Leonardo, que além de educador físico também é pai, ressalta: “mesmo com a correria do dia-a-dia, é muito importante que os pais reservem um momento diariamente para que possam acompanhar as etapas do desenvolvimento dos filhos”, orienta. Leonardo afirma que sua maior preocupação é em dedicar todos os dias um tempo para brincar e conversar com seus filhos. “Até o simples fato de assistir televisão ou jogar no computador com a criança é importante para que os pais possam orientá-los quanto ao tipo de programação e de jogos que eles devem ter acesso”, conclui.

Idéias para curtir bons momentos em família Confira algumas dicas para se divertir junto com seu filho.

Brinquedos criativos: Vai-e-vem

Materiais: 2 garrafas pet (de refrigerante) Tampas coloridas (de refrigerante, shampoo, etc.) Fio de Varal (2 pedaços de 3m cada um) Fita crepe

Como fazer: Corte as garrafas ao meio, separando o fundo do gargalo. As metades que serão utilizadas são as dos gargalos. Passe os fios por dentro de uma das metades, do gargalo para o centro. Pegue a outra metade e passe os fios do centro para o gargalo, deixando as duas partes cortadas de frente uma para a outra. Encha as metades com as tampinhas coloridas para que se tenha um efeito bonito. Junte as duas partes formando um cilindro, e cole com a fita crepe. Dê um nó nas extremidades de cada fio. A brincadeira é para duas pessoas. Uma de cada lado, segurando uma das extremidades dos fios em cada mão (os fios devem ficar esticados). Conforme elas abrem os braços, o cilindro desliza pelo fio, de um lado para o outro.

Brincadeiras: Corrida dos três pés Você vai precisar de barbante para a brincadeira. Trace duas linhas no chão, uma de largada e outra de chegada. Os participantes dividem-se em pares e ficam atrás da linha de largada. Em cada dupla, uma das pernas dos corredores deve ser atada à do outro com o barbante. Quando for dada a largada, as duplas devem correr com as pernas amarradas para cruzar a outra linha. Quem chegar primeiro vence a brincadeira. Mais dicas no site: http://recreionline.abril.com.br/atividades/

Outras dicas: Jogos de tabuleiro, atividades de pintura a dedo, massinha de modelar, quebra-cabeças, casinha ou até mesmo rolar pelo chão, correr, brincar e pular. O importante é aproveitar os momentos juntos!

O link desta materia publicada no Jornal O GIRASSOL é: http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?idnoticia=1238

Exercício Físico Express

por Juliana Freitas

Estudo publicado recentemente pela Associação Americana do Coração e pelo Colégio Americano de Ciências do Esporte aponta os novos parâmetros sobre a atividade física. De acordo com as entidades, um adulto saudável deve acumular pelo menos 30 minutos de atividade aeróbica moderada por dia, entre cinco e sete vezes por semana. No estudo podem ser consideradas as atividades moderadas, tais como as corridas e caminhadas com ritmo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sedentarismo alcança hoje, 70% da população mundial além de aumentar os riscos para doenças como obesidade, diabetes Tipo II e cardiopatias. A ciência afirma que quando o assunto é saúde, a assiduidade da prática de exercícios é fundamental e até mais importante que a intensidade. Para o empresário e personal trainer Robertson Barreto, o importante é observar o gasto calórico e o volume de atividade acumulado semanalmente.

Quanto ao tempo para a execução do exercício, o profissional afirma que, para os iniciantes e também como alternativa para saída do sedentarismo, os trinta minutos são válidos, já que o ideal é que se inicie a atividade aos poucos, respeitando o nível de condicionamento físico de cada pessoa. Robertson ainda faz um alerta: “é importante que o exercício seja bem orientado, bem acompanhado e, para quem quer perder peso, o ideal é seguir um programa nutricional”.

Para o educador físico Leonardo Maximiano, com duração de 30 minutos os benefícios podem ser mais percebidos nos sistemas cardiocirculatório e respiratório, ou seja, na melhora da circulação e da respiração - no caso de exercícios aeróbios como correr, andar e pedalar, por exemplo. Também há alterações musculares para praticantes de exercícios resistidos, como ginástica e musculação. “Se há disponibilidade de apenas 30 minutos diários, a pessoa pode combinar exercícios aeróbios e resistidos em dias alternados ou fazê-los em forma de circuitos e, claro, com supervisão de um educador físico”, explica Leonardo.

O profissional ainda ressalta que esse tempo pode se aplicar a uma pessoa que inicia um programa de redução da gordura corporal, porém para esses casos, o ideal é aumentar a freqüência semanal de exercício, por exemplo, de 3 para 5 dias por semana e, aos poucos, é necessário que haja um aumento na duração do exercício aeróbio - caminhada, corrida, pedalada - até completar um tempo de 45 minutos a 1 hora deste tipo de exercício por sessão.

Saiba a diferença entre exercício físico e atividade física

De acordo com o educador físico Leonardo Maximiano, o ponto de partida é a conceituação dos termos atividade física e exercício físico. Segundo o profissional, a atividade física é toda e qualquer atividade que, na sua realização, gaste um valor mínimo de calorias, não se restringindo apenas às manifestações esportivas. Assim, atividades como andar até a parada de ônibus, lavar um carro, afazeres domésticos, entre outras, também constitui uma atividade física. Já o exercício físico é uma prática mais sistematizada da atividade física, sendo necessária a orientação profissional para sua realização. “Sendo assim, ambas as atividades se complementam e direcionam o indivíduo para um estilo de vida mais ativo, contribuindo para uma melhor qualidade de vida”, explica Leonardo.

O profissional ainda ressalta que, como resposta a um estilo de vida mais ativo e à prática regular do exercício físico, são manifestas alterações que vão desde fatores comportamentais, como melhora da capacidade de relacionamentos tendo em vista uma nova percepção da imagem corporal e a recuperação da auto estima, até alterações metabólicas como: melhorias das funções cardíacas; controle da pressão arterial e da quantidade de açúcares no sangue (glicemia); melhoria da circulação periférica por fortalecimento também de musculaturas que facilitam o retorno do sangue circulante; espessamento das articulações; fortalecimento dos tendões; ganhos musculares (hipertrofia); entre outras.

O link desta materia publicada no Jornal O GIRASSOL é: http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?idnoticia=2391